[Treinamentos] - Alucard

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Mensagem por Alucard em Sex Maio 08, 2015 10:04 pm
No Submundo, Alucard vagava. Em suas andanças, ele descobriu que seu estilo de luta era eficiente. Extremamente eficiente. Heh. Mais uma pequena vitória para os vampiros, pelo visto.

Mas a atmosfera... era carregada. Estava cheia de algo pesado que combinava perfeitamente com a aridez e a brutalidade do ambiente. Era... simplesmente perfeito. Alucard estava em casa.

Ao vagar pelo Submundo, em um dia (ou noite, o tempo é complexo no Inferno), o vampiro recebe uma mensagem telepática. Era Pandora. O que será que a Imperatriz poderia querer? Decerto que ela não queria apenas ver o próprio reflexo nos olhos do vampiro. Fuh. Ficar ali não ia resolver nada. Com um estranho movimento de roupas, que lembrava o farfalhar das asas de um morcego, Alucard se virou e foi em direção ao centro de controle do Meikai.

-x-

Na Giudecca, com sua pompa e ares de sala do trono (o que ela era mesmo), Alucard não viu Hades, mas viu Pandora e se curvou perante a Imperatriz. Ela seria a “chefe” dele em breve de qualquer forma. Era bom ir se acostumando.

- Alucard.

- Sim, Imperatriz? – ele disse, com um levíssimo tom de ironia na voz. O cão abaixa a cabeça, mas isso não o impede de latir.

- Vá ao Cócito. Um grupo de almas desapareceu de lá e...

- Ora, basta me dizer qual a minha missão. Triturar? Esmagar? Ou apenas tirar o lixo? – o vampiro sorriu. Pandora foi um pouco mais dura com o Nosferatu.

- Deixe-me terminar! Sua missão é se livrar de outras almas, que estão desequilibrando o Cócito! Se isso se espalhar...

- Ah, sei. Afinal, mesmo o Inferno é organizado, não?

- Nosferatu...

- Já entendi. Em breve suas almas estarão... ah... não causarão mais problemas, por assim dizer – sorriu o vampiro e Pandora sentiu algo gelado em sua espinha. O sorriso cheio de dentes afiados de Alucard a assustava. Parecia que ele estava tramando algo... maligno... quando dava aquele sorriso.

- Bem, agora se me permite, Imperatriz... – com uma reverência irônica, o vampiro foi se retirando – tenho que retirar o lixo.

Com uma gargalhada que gelou o sangue de Pandora, o nosferatu se retirou. O coração de Pandora batia descompassado.

”Meu Hades, o que eu fiz?”

---x---

Depois que o nosferatu já havia se retirado, Pandora se voltou ao Imperador. Ela estava perdida, precisava se amparar na sabedoria de Hades. Afinal, foi o deus que escolheu o vampiro. E ele futuramente...

- Milorde, o senhor... tem certeza?

- Absoluta, Pandora. Você é minha representante, mas não possui o direito de me questionar. De todo o meu exército, você é a que mais deve respeitar minhas decisões.

A mulher engoliu em seco. Sabia muito bem de seu papel. Afinal, se a representante de Hades não confiava nele, então quem dentro das 108 Estrelas Maléficas confiaria?

- Mas milorde, um dos Sete Pecados Capitais...

- Pandora – tornou Hades, desta vez mais duro – Eu sei perfeitamente o que estou fazendo. Ademais, Nosferatu Alucard é... deveras interessante. E um dos Sete Pecados Capitais sob meu poder decerto me dará uma grande vantagem na guerra vindoura.

- Mas, milorde...

- Nada de ‘mas’, Pandora. Este assunto está encerrado.

--x--

No inferno de gelo do Cócito, onde ficam aqueles que se puseram contra os deuses, Alucard logo viu o bando de “arruaceiros”. Keh. Os olhos vermelhos do nosferatu se acenderam quando os espíritos, por alguma razão, resolveram dedicar suas atenções à ele.

- Hora de botar o lixo para fora. – sorriu o vampiro, antevendo um espetáculo cruel e sanguinário.


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Mensagem por Peixes em Sab Maio 09, 2015 11:53 am
O treino ficou bom. É de se esperar que um jogador de seu nível receba muito bem a intenção do fórum, de evoluir a sua histórias através de treinamento, percebo isso desde que li sua ficha. Falando neste termo, este treino se desenvolveu bem com o resto de sua história, o fato de seu personagem ser um vampiro fortemente perigoso me agrada. Porém neste post você desenvolveu apenas uma breve história, levando em consideração que isso é um treino, é importante que haja ação em sua estrutura. Por isso vou dar apenas uma pequena quantia pela história, pois acredito que as ações virão em seu próximo treino.
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Mensagem por Alucard em Sab Maio 09, 2015 8:27 pm
As almas se voltaram para ele, enquanto o vampiro saboreava o prelúdio da luta como se fosse um bom vinho. O fato de o castigo no Cócito ser eterno justificava porque eles se moviam como se fossem corpos. Nesse momento, Alucard resolveu agir.

Um deles, o mais próximo, se moveu em direção ao vampiro, que sorriu antes de rasgá-lo ao meio com uma poderosa cutilada na vertical. O sangue jorrou como uma fonte, saltando tétrica e teatralmente no ar, como se aquilo fosse uma peça encenada. Eles eram espíritos, mas não eram espíritos burros. É claro que seriam mais cuidadosos com um monstro daqueles. Mas não importava o quão cuidadosos fossem, ainda assim não serviriam nem para distrair Alucard.

Outros dois investiram , um de cada lado, enquanto Alucard ia pelo meio, direto para se encontrar com ambos. No que o camarada da esquerda armou um murro, Alucard enfiou o braço em seu peito, perfurando-o de fora a fora. O sujeito da direita não teve melhor destino: ao se distrair vendo o companheiro sendo cruelmente empalado, este deu a chance para que Alucard cravasse as presas em seu pescoço. O vampiro olhava os outros ali presentes, com um misto de maldade e diversão, enquanto afundava ainda mais as presas no pescoço do infeliz, até ouvir o som satisfatório do pescoço sendo quebrado.


Contudo o grupo era numeroso. Um deles, para a surpresa do monstro, começou a absorver os outros, e a emanar uma espécie de poder semelhante ao que Alucard descobrira em si há bem pouco tempo. Qual era o nome mesmo? Ah, sim, cosmo. O desgraçado podia usar o cosmo e o fortalecia com as almas que estavam ali. ”Mas que interessante...”, pensava o nosferatu. Talvez ele fosse...

Alguns outros ainda investiam contra Alucard, apenas para serem devorados pelo vampiro. Keh. Nesse jogo jogam dois, ele pensava. E assim prosseguia, com ele e o outro devorando as almas a fim de se fortalecer, antes de chegarem à luta de fato.

- Hey, você. – o espírito perguntou. Espíritos não podiam falar. A voz era um atributo da senciência, atributo que as almas flageladas perdiam quando adentravam o Inferno. Mas Alucard manteve a compostura.

- Sim? Posso saber o que você pode querer?

- Quem é você?

- Ah, eu?- o vampiro sorriu – Meu nome é Alucard, vampiro, assassino e lixeiro do Inferno. – com uma reverência irônica, o Nosferatu se apresentou. – Eu devoro pessoas, mato idiotas e também ponho o lixo para fora. E você?

- Eu sou Daedalus. Fui o primeiro homem a erguer um templo, ainda na Era Mitológica. Quando o fiz, consagrei o templo a Zeus, o rei dos deuses. Mas Hades queria a honra para si. Tanto é que Zeus me protegia de quaisquer males, mas isso apenas durou enquanto o fez minha vida. Quando morri, Hades mostrou sua índole vingativa. Ele me prendeu ao Cócito, por julgar que eu incorri em sua ira ao não lhe consagrar nenhum dos templos que construí.

- E? – Alucard já estava ficando entediado.

- E agora vou devorar todas as almas do Inferno. Com seu poder desafiarei e me vingarei de Hades e de suas hostes, que me condenaram a um castigo eterno sem remorso algum ou alguma culpa minha!!

- Excelente. Mas sabe... – Alucard deu um passo em direção ao espírito (Daedalus ou o que fosse) – eu não ligo pra isso.

A postura jocosa e irônica de Alucard acendeu a ira de Daedalus, que investiu contra o nosferatu, apenas para ter um soco afundado no rosto. Aquilo teria matado um homem forte, mas Daedalus logo estava de volta, acertando um murro no estômago do vampiro, que inevitavelmente se curvou, apenas para receber outro golpe no nariz.

Alucard tinha se esquecido do gosto do próprio sangue. Mas para aguentar um golpe direto dele... e revidar quase à altura...

- E então, Alucard? – provocava Daedalus – Não vai fazer nada comigo, assassino?

O nosferatu voltou ao combate, dessa vez apelando para as cutiladas. Daedalus ainda confiava em seus socos, que ele agora amplificava com seu cosmo e das almas que devorara. Os golpes eram certeiros. Alucard acertava as cutiladas e Daedalus os socos. Quando um dos dois errava, por qualquer motivo, abria-se uma fissura no Cócito, muito embora nenhum dos combatentes sequer ligasse para isso.

Depois de acertar uma cutilada na horizontal particularmente violenta que Daedalus defendeu com o antebraço, Alucard sorriu daquele jeito torto e malvado dele. O espírito fora lançado um pouco para a esquerda, mas logo se recuperou e retomou os ataques.

Dessa vez, Alucard ficou absolutamente imóvel, sem fazer a menor menção a uma defesa. Daedalus não percebeu a armadilha.

Depois de socos o suficientes para transformar Alucard em uma massa sombria e amorfa, Daedalus parecia satisfeito. Julgava o monstro morto, não poderia aguentar tantos golpes assim. Mas a massa começou a se reformar.

Quando a cabeça do nosferatu estava parcialmente visível, dois enormes cães negros saíram dali! Daedalus ficou em choque, demorando três longos segundos antes de se dar conta que deveria correr. Ele não venceria aquele monstro.

Daedalus se pôs a correr, com um medo que ele jamais havia sentido antes. Alucard era um monstro! Ele não poderia nem arranhar a pele dele. O máximo que conseguiu foi fazer o nariz dele sangrar. E Zeus sabe como foi difícil!

Mas por mais rápido que Daedalus fosse, os cães eram mais. Um daqueles cachorros monstruosos mordeu a perna dele, que caiu no chão, gritando de dor. Só o deixou depois de ter arrancado tudo do joelho para baixo. A agonia dele superou o consolo das lágrimas.

- Ora... – Nosferatu disse, num sussurro cavernoso e macabro – você não era o Assassino de Hades? – ele o ironozava – Então venha! Regenere suas pernas! Transforme seu corpo! Levante-se e lute! Vamos, vamos moleque! A noite apenas começou, rápido, rápido!!

- MONSTRO!

O grito de Daedalus saiu sem qualquer pensamento lógico por trás. Apenas o terror de ver aquele... ser... com uma couraça negra no peito e uma peça única de roupa também negra no corpo, o convidando a lutar quando se erguer já seria uma vitória. O nosferatu parou o discurso de chofre.

- Então... você é como os outros, moleque...?

- Calado! – disse Daedalus, recuperando um pouco da coragem- Você não passa de um cão de Hades que...

- SILÊNCIO! – Alucard o cortou e ele obedeceu, por temor. – Se eu sou um cachorro... – ele sorriu de um jeito malvado, enquanto seu braço direito se transformava num enorme cão negro, com olhos por toda a superfície – então você não passa de comida de cachorro. – Os olhos formavam a palavra “MERDA” enquanto o cachorrão avançava devagar... devagar...

- Não, não por favor, tenha piedade, não, não, NÃO, NÃÃÃÃÃO!!
O espetáculo foi tão cruel quanto breve. Logo o que restava era uma poça ensanguentada, que logo foi absorvida por Alucard.

- Hm, ele tinha uma boa força física e um bom vigor. Então tê-lo devorado não tenha sido talvez uma perda de tempo tão grande assim. O moleque era forte, mas era um tolo – raciocinava o vampiro consigo mesmo, ao observar seu mais novo familiar.

- Hora de me reportar. Se as coisas forem nesse ritmo, o Inferno ficará bem movimentado... – sorriu Nosferatu.

-x-

- Hm, Daedalus... – murmurava a mulher de cabelos negros e curvas voluptuosas, observando uma esfera feita de um cosmo arroxeado e frio-, tinha certo talento, mas era tão fraco que não valia a pena o libertar... – ela deu uma risadinha. O som parecia o tinido suave, porém insuportável, de copos se chocando.

- E aí, tudo pronto para a próxima fase, Luxúria? – perguntava um rapaz baixinho, magro e forte. Possuía um corte de cabelo estranho e olhos que pareciam anormalmente cruéis.

- Oh, sim, Inveja. Logo, logo... – a mulher sorriu de um modo frio.

- ... Nosferatu Alucard estará definitivamente morto.
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Mensagem por Peixes em Dom Maio 10, 2015 1:27 pm
Como eu previ, seu próximo treino teria ação. Ficou ótimo, você fez uma tarefa aparentemente simples se tornar algo um pouco mais complicado. Você é bem criativo, para um treino como esses dou + 3 Níveis
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