Trama Principal - Ato 1 - Parte 3: A Pista de Escorpião

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Mensagem por Achilles Reyne de Unicorn em Dom Out 01, 2017 8:50 pm
 Novos Mistérios 

 
     A minha busca parecia render frutos, enquanto iniciava a minha comunicação com aquela pessoa estranha um outro Cavaleiro surgiu. Senti a sua cosmo energia amigável, portanto, não me preocupei. Ele logo entrou na nossa conversa, demonstrava ter pressa. Pelo que me pareceu, ele havia sido enviado pelo Cavaleiro de Aquário, estando interessado naquela mulher tanto quanto eu. Me coloquei em uma posição mais confortável, olhando o meu cotovelo direito no balcão aquele garoto logo se apresentou, identificando-se como Led, o Cavaleiro de Coma Berenices. 
    O Cavaleiro de Coma Berenices mostrou-se estendendo a sua mão à minha direção, retribuindo de forma honrosa tomei a sua mão em um aperto amigável e firme. Tenho meu nome para ele, assim como também identifiquei a armadura que estava sendo protegida por mim (e me protegendo... em breve de qualquer maneira...). Fiquei feliz ao estar fazendo novas amizades e conquistando novos companheiros e minha jornada. Os Cavaleiros de Atena precisavam estar unidos para sobrepujar e conquistar os obstáculos e inimigos que enfrentariam. 
    Ainda sem nos responder, aquela mulher em sua cadeira de rodas se dirigiu a saída sendo seguida por seu pássaro. De forma apressada tem o último gole naquele suco de uva deixando uma moeda como pagamento e logo seguindo a tal mulher. Assim que teve a sua passagem emitida o pássaro alçou voo e começou a sobrevoar Aquela quadra Possivelmente investigando algo desconhecido por mim. Aquela pessoa misteriosa voltou sua atenção a nós e perguntou se queríamos encontrar quem havia matado o Grão Mestre do Santuário de Atena. 
    Antes mesmo que eu pudesse responder aquela pergunta, ela se antecipou. No momento em que afirmou saber quem havia cometido o homicídio meus olhos se arregalaram, minha expressão facial não poderia ser facilmente reconhecidas já que uma máscara cobria até o nível do meu nariz. Todavia, a surpresa era muito clara, acredito que para o Led era da mesma maneira. Recuei um passo e voltei a falar. Afirmei que ela ainda não havia me dito quem era ela e esta era uma informação que eu precisava. Sabendo quem era a sua pessoa, eu saberia muitas coisas sobre ela, talvez ela revelasse algo a mais. Afinal, o que uma mulher misteriosamente poderosa estaria fazendo em uma taverna? E como diabos ela sabia quem era exatamente o traidor? De qualquer maneira, após os próximos passos, me dirigi tranquilamente para perto dos seus ouvidos para que apenas ela me escutasse: - Você já sabe quem sou, possivelmente sabe o meu pequeno problema com a armadura. Se importaria de me dar um breve conselho? - E com um leve sorriso esperei a sua resposta, recoloquei meu capuz e voltei para perto do caro Led.


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Mensagem por Led de Coma Berenices em Seg Out 02, 2017 2:36 pm


O cavaleiro de unicórnio, que agora Led sabia se chamar Achilles Reyne, respondeu o aperto de mão. Seu aperto era firme e seguro, e isso demonstrava caráter. Eles definitivamente estavam do mesmo lado.

Quanto à mulher, ela pareceu surpresa por um instante quando viu Led entrando no recinto e indo em direção a eles. Após ele se apresentar, no entanto, ela se tranquilizou, assim como Achilles. Aquela era uma situação atípica. O fato de existir um traidor infiltrado no Santuário, provavelmente um dos cavaleiros de Atena, fazia com que todos ficassem de guarda alta. Qualquer descuido poderia ter resultados catastróficos. Quem matou o Grande Mestre provavelmente teria poder para matar um cavaleiro de bronze, e Led sentia o peso desse perigo. Sentia o peso do luto pelo Grande Mestre.




1990 – Santuário de Atena, Grécia
- Então, conte-me o que veio fazer aqui – O Grande Mestre, agora sentado em seu trono, observava Led, que por sua vez se preocupava em olhar seus arredores.

O salão do Grande Mestre era um ambiente bonito, limpo e bem decorado. O ar era puro como se fosse um ambiente esterilizado, a paz era tão grande que tudo o que podia ser ouvido eram pássaros ao longe. Tinha uma energia no ar que só poderia ser conquistada através de um poder muito grande. Então era isso que ele representava para o Santuário. Para chegar lá não foi complicado, como estava seguindo o Grande Mestre, nenhum dos guardas o incomodou, e ele também não viu nenhum dos cavaleiros de ouro em suas respectivas casas. Estavam vazias naquele momento, o mestre lhe dissera, sem entrar em detalhes.

Led contou sua história até aquele momento, desde a primeira vez que deu por si, naquele laboratório em pé diante de dois corpos. O Grande Mestre ouvia com atenção, sentado com a cabeça apoiada na mão, porém sem parecer entediado. Assentia eventualmente, encorajando Led a continuar, dando a entender que estava ouvido tudo sem julgar suas ações e, aparentemente, acreditando no que ele dizia. Ele assentiu com a cabeça e suspirou quando Led terminou.

- Em resumo – Ele se ajeitou em seu trono. – Um belo dia você acordou diante de dois corpos e não se lembra de nada antes disso, apenas sabia que essa urna pertencia a você.

O Grande Mestre esboçou um leve sorriso por debaixo da máscara, que Led não pôde ver. Aquele homem a sua frente era interessante. Nunca havia visto uma história daquele tipo. Claro, alguns cavaleiros já lhe contaram que tiveram momentos breves de amnésia após atingirem o sétimo sentido, mas aquele não era o caso. Aquele cavaleiro não havia atingido o sétimo sentido e ainda assim era extremamente poderoso para um cavaleiro de bronze. Havia algo dentro dele com grande poder e adormecido. Além do mais, quando foi a última vez que alguém havia visto aquela armadura? A armadura de Coma Berenices era um tipo muito específico para que fosse usada por qualquer um. Poucos foram os cavaleiros que a vestiram em toda a história, menos ainda os cavaleiros do reino de Atena.

- Led de Coma Berenices – O Grande Mestre falou, levantando-se. Sua voz parecia confiante e o cavaleiro de bronze sentiu um leve êxtase em suas próximas palavras. – Creio que eu conheça alguém que possa te ajudar.



A mulher misteriosa começou a se dirigir para fora da taverna, sem esperar que eles dissessem alguma coisa. Ela empurrava sua cadeira de rodas sem usar suas mãos, Led não podia deixar de notar isso. Como ela fazia isso? Talvez suas habilidades fossem parecidas, e isso o instigou.

Assim que ela saiu, o pássaro, que também se encontrava no salão, saiu junto. Ele começou a sobrevoar o local, como se estivesse montando guarda para aquela mulher. Uma característica interessante para um pássaro. Seria ele treinado ou apenas uma extensão da influência daquela mulher misteriosa? A última opção parecia fazer mais sentido, por incrível que parecesse.

- Eu sei exatamente quem o fez. – Foi a última palavra dela, referindo-se a quem havia matado o Grande Mestre. Nesse momento o coração de Led palpitou por um instante. Ele já sabia que ela poderia lhe indicar o próximo passo, como Aquário havia dito, mas não imaginava que ela soubesse exatamente quem havia assassinado o Grande Mestre do Santuário. Poderia ela estar enganando-os? Led achava que não, o cavaleiro de Aquário não lhe indicaria uma armadilha, a não ser que ele fosse o traidor.

O cavaleiro de unicórnio pareceu intrigado em saber quem era aquela mulher. Aparentemente ela ainda não havia lhe dito quem era e, para ele, essa informação era importante e, de fato, era. Saber a identidade daquela mulher os ajudaria a saber o quanto confiar, ou não, nela. Entretanto, se ela ainda não havia lhe dito, é provável que não diria mesmo sob insistência. Ela se apresentaria no momento oportuno. Enquanto Led conjecturava, Achilles aproximou-se da mulher e falou algo para que só ela escutasse. Não era um assunto que ele deveria se meter, Led entendeu o recado, e não se importou.

Achilles colocou seu capuz e voltou para perto de Led, que o olhou rapidamente. “Figura excêntrica”, ele pensou, mas havia algo naquele garoto que lhe inspirava confiança. Se eles estivessem seguindo por uma armadilha, teriam que lutar juntos e aquele parecia um bom parceiro de batalha.

- Pois bem – Led quebrou o silêncio, olhando fixamente para aquela mulher, tentando uma abordagem um pouco mais incisiva, mas sem mudar o tom de voz. – Não nos dizer sua identidade é um direito seu. Entretanto, se você sabe quem o fez, vejo três possibilidades. Ou o próprio assassino, ou alguém de sua confiança, lhe contou; ou você viu o assassinato, e isso significa que não foi capaz de impedi-lo; ou você mesma o assassinou. Em qual dos três quesitos você se encaixa?

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Mensagem por Mayumi de Pavão [NPC] em Ter Out 03, 2017 3:32 pm
E então, começa


- Eu sei exatamente quem o fez -
O sol ainda brilhava forte apesar de já estar próximo a se pôr. A tarde, calorosa, era convidativa para o começo de uma jornada. Contudo, era de se esperar que a jornada devesse começar a manhã, mas a nossa começaria no calar da noite. Isto é, se eles decidissem vir comigo. Eu havia tido um leve momento de impaciência... um pouco comum quando lido com pessoas. Geralmente, costumo ficar só e sem muita companhia. Isso é de conhecimento do Cavaleiro de Aquário. Provavelmente, ele sentiu o meu cosmo se “mover” quando me interessei pelo Unicórnio. Mas ele não mandou nenhum cavaleiro antes de Led... Talvez esses dois estejam predestinados a isso... Quem sabe?
Mas ter conhecimento não significa estar disposto a compartilhar. Eu, definitivamente, não estava. Embora eu soubesse quem tinha feito aquilo, não sabia os motivos. Não tive a oportunidade de o perguntar... Mas o certo é que ele não está sozinho. Talvez essa pessoa nem seja o líder de fato do conjunto de “traidores”.
Estava pronta para prosseguir quando o garoto de Unicórnio se aproxima de mim e pergunta sobre um “problema” que ele tem. Talvez fosse ideia minha, mas a conotação dele soou um pouco errada. De qualquer forma, eu viro e digo para ele:
- Você sabe respirar, certo? -  Logo após essa fala, o pássaro que rodeava o quarteirão pousa no meu ombro novamente. Ele estava calmo, então estava tudo bem. Ainda olhando para o Unicórnio, falo:
- Shin não lhe ensinou nada? - Me lembrei daquele velho... E perguntei, em meu âmago, se ele estava bem. Já faziam muitos anos... E esse Achilles talvez nem soubesse que eu tenho conhecimento do Shin. Mas agora tem, é o que importa.
Logo após isso, vejo o garoto de Coma Berenices se preparar para uma fala. Ele estava calmo, mas mudou levemente a postura. Estava mais sério, talvez tentando buscar respostas diretas. A minha “falta de identidade” talvez estivesse os estressando. Mas não me importava.
-“Não nos dizer sua identidade é um direito seu. Entretanto, se você sabe quem o fez, vejo três possibilidades. Ou o próprio assassino, ou alguém de sua confiança, lhe contou; ou você viu o assassinato, e isso significa que não foi capaz de impedi-lo; ou você mesma o assassinou. Em qual dos três quesitos você se encaixa?” - Led questionou-me. Percebi que ele é um pouco apressado... Não gosto muito disso.
- Eu o vi - Pauso a fala. Me preparando para explicar algumas coisas, penso nas possibilidades que os garotos me ofereceriam. Interessante...
- Eu vejo muita coisa, garoto. Mas, sabe. Algumas coisas ainda precisam ser esclarecidas... Por mais que o GM tenha sido importante na guerra santa passada, ele já estava velho e desgastado. Ele ter morrido para um veneno apenas deixa isso mais evidente. Além do mais, você nunca questionou a conduta dele? - Olho para o céu. Minha vida é um tanto contraditória... Esse pássaro vê tantas coisas, mas me dá poucas respostas...
- Eu não sei os motivos de quem fez isso, estou procurando essas respostas antes de tomar a minha decisão. Uma morte envolve muito mais do que “bem e mal”. Nosso dever não é proteger os dourados ou sentir pelas mortes deles, e sim defender Atena. - Começo a me direcionar ao próximo objetivo. Minhas falas poderiam soar confusas para eles... Mas depende deles acreditar ou não. De qualquer forma, decidi ir de encontro à pessoa que cometeu o ato.
- Nós estamos indo atrás dele agora mesmo. Se preparem para batalhar, ou mesmo morrer. - Paro, olho para baixo, e continuo - Se bem que, não há como se preparar para a morte, não é mesmo? Hahahahaha - Nesse momento, uma luz tímida começa a surgir de dentro da taverna. Ela começa a crescer  rapidamente, enquanto minha cosmo energia a acompanhava.
Eu me levanto. Já fazia algum tempo que não fazia isso, mas mesmo assim, não tinha dificuldade alguma. As faixas do meu corpo lentamente desapareciam, enquanto eu reluzia junto com a luz da taverna. E logo todas se foram, deixando apenas eu naquele lugar. Da taverna, luzes me atingem como tiros, mas não me machucam. Na verdade, era a minha armadura respondendo ao meu chamado. Eu já havia esperado por muitos anos... Privei-me do Tato de da Visão por tanto tempo, apenas para acumular cosmo. Sem sentidos, vivi quase miseravelmente neste lugar. Mas agora, com meu poder solto, pude sentir novamente. Ver as ruas, sentir o vento entre os meus dedos. Sentir calor novamente. Eu senti. E não tive meros relatórios de meu companheiro Bristel.
Agora, em pé, estava pronta para enfrentar o que eu sabia que estava por vir. Olho para trás, observando os Cavaleiros e esperando eles se prepararem, se fossem aptos para tal, claro.
- Sou Mayumi de Pavão. Não se preocupem em ver o meu rosto, já não ligo mais para isso. - Pisco para eles. Em pé eu tenho 1,78 de altura, e meus longos cabelos loiros chegavam até a cintura, reluzindo em conjunto com a minha armadura de Prata. Talvez eles se encantassem com os meus olhos verdes... Mas isso são coisas de garotos. Logo, passos fortes poderiam ser ouvidos pelo meu caminhar.
- Vamos floresta a dentro.




◦◦◦
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Mensagem por Led de Coma Berenices em Ter Out 03, 2017 6:48 pm
Finalmente a misteriosa mulher havia revelado sua identidade. Ela se apresentou como Mayumi, a amazona de prata de Pavão. Diferente do que Led poderia imaginar, ela não estava em uma cadeira de rodas por estar debilitada, ou por estar enfaixada, ela estava apenas se privando de sentidos para que pudesse canalizar seu cosmo e fazer melhor uso dele. Era uma estratégia interessante. Definitivamente ela era a mais poderosa daquele trio.
Sua pele era clara, seus cabelos eram loiros e seus olhos eram verdes. Sua beleza era marcante, mas não chamava a atenção de Led, ele não estava ali para isso. Não era garoto há muitos anos, mas essa confusão é normal, os anos a mais que Led viveu não poderiam ser mensurados de maneira natural.
“Além do mais, você nunca questionou a conduta dele?”, ela perguntara para Led, ao falar sobre o assassinato do Grande Mestre. E isso de certa forma mexeu com os sentimentos de Led. A resposta era “não”. Ele não questionou a conduta do Grande Mestre. Teria sido isso um erro?




1990 – Subsolo, Santuário de Atena


O local era escuro, úmido e cheirava a mofo. Led ouvia ao longe o vagaroso gotejar que vinha do teto e caía em poças já firmadas há tempos. O eco dos seus passos e dos passos do Grande Mestre, à sua frente, pareciam se estender por todo aquele corredor aparentemente infinito. Enquanto caminhavam Led podia sentir o calor daquele lugar atingindo sua pele, entrando pelos seus pulmões em forma de ar abafado, quase impossível de respirar. O Grande Mestre não estava tendo esses problemas, aparentemente.
A entrada para aquele local ficava logo atrás do Salão do Grande Mestre, escondido por uma placa de pressão na parede. Após a placa ser pressionada, uma parte da parede afundou e deslizou para o lado, dando espaço para uma escada que descia até um lugar que não poderia ser visto. Ao que tudo indicava Led estava indo conhecer alguém que poderia ajudá-lo a descobrir algo sobre si mesmo.
Depois de um minuto descendo as escadas, os dois se viram em um corredor estreito com o teto baixo, altamente claustrofóbico. A iluminação provinha apenas de uma luminária parecdia com um lampião, que o Grande Mestra havia trazido consigo. Se havia mesmo alguém que poderia ajudar-lhe no final daquele corredor, Led não sabia o motivo de essa pessoa estar ali, escondida.
- Está preocupado, cavaleiro? – Com um tom de voz intimidador, o Grande Mestre continuou andando, sem olhar para trás. Led não sabia naquele momento se ele estava tentando deixá-lo apreensivo ou se ele também estava apreensivo e estava inconscientemente transmitido essa sensação. – Apenas mais uns metros, estamos chegando.
O caminho parecia se estreitar à medida que eles chegavam ao destino desconhecido. O cheiro de mofo também estava mais forte. Era como se ninguém houvesse entrado ali em muito tempo. O que era tão importante para ser escondido dentro do próprio Santuário? E se era realmente tão importante e escondido, por que Led estava tendo a oportunidade de conhecer mesmo que o Mestre não o conhecesse direito?
- Onde estamos indo? – Led perguntou, adotando uma postura um pouco mais defensiva. Ele também não conhecia o Grande Mestre o suficiente.
- Veja por si mesmo.
Junto com o fim da frase, o caminho acabou. Ao final do corredor havia uma porta de madeira convencional. Não se podia ouvir nada do outro lado, não havia nenhuma fresta na porta, e nem maçaneta. Provavelmente um isolamento completo tomava conta daquele lugar. O Grande Mestre bateu na porta em uma sequência que Led sabia estar codificada, mas não sabia dizer se realmente significava algo ou era apenas um sinal para que a pessoa lá dentro reconhecesse quem estava do lado de fora.
Eles aguardaram por cerca de um minuto. Led estava ficando cada vez mais na defensiva, suor escorria pela sua testa e o constante gotejamento estava começando a incomodá-lo. Seu coração estava acelerado em parte pela apreensão, mas também devido à necessidade biológica do corpo de bombear sangue para seu cérebro para que ele não desmaiasse. Estava cada vez mais difícil de respirar. O Grande Mestre, por outro lado, estava silencioso e concentrado. Não olhara para trás uma única vez. Parecia completamente ciente do que estava acontecendo ali. E então a porta se abriu, e Led ficou em choque com o que viu.




- Se preparem para batalhar, ou mesmo morrer – A amazona havia dito. Eles estavam indo de encontro à pessoa que havia feito isso, então estava claro que provavelmente haveria uma batalha ali, mas a morte não estava nos planos de Led. Lutaria até chegar a ela, se fosse preciso, mas ele sabia que não seria. Quem quer que houvesse envenenado o Grande Mestre e raptado Atena merecia pagar. O pagamento de um assassino era apenas um, a morte.
Mayumi começou a caminhar, indicando aos cavaleiros que estava indo em direção à floresta. Seria sábio segui-la? Ela claramente sabia quem eles estavam procurando, ela havia “visto”, de alguma forma, quem era, e mesmo assim optou por continuar se privando de seus sentidos para concentrar sua energia. Isso significava que ela não tinha poder o bastante para ir atrás dessa pessoa sozinha e precisava que mais cavaleiros fossem com ela? Ou talvez ela estivesse se sentindo acuada pela movimentação dos cavaleiros de bronze e resolveu agir? Led olhou para Achilles.
- Não sei o quanto confio nela, mas vou acompanhá-la. Se cairmos numa armadilha, cairemos juntos – E começou a andar junto com a amazona, na certeza de que Achilles também iria.
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Mensagem por Achilles Reyne de Unicorn em Qua Out 04, 2017 10:22 am
 
 Amazona de Pavão 


   
    O céu já não estava mais claro. A noite chegava me deixando com calafrios, no instante em que ela respondeu a minha pergunta sentir alguns pelos ficarem eriçados no meu braço. Fiquei com uma feição boba no rosto, o que "respirar" teria com vestir a minha armadura? Malditos aqueles que interromperam o meu treinamento, subitamente surgi neste novo "mundo", tudo o que eu sabia foram breves histórias contadas por meu mestre. 

    Fiquei surpreso, muito surpreso, quando ela mencionou o nome do meu mestre. Respondi de forma trêmula e talvez engraçada que o meu mestre havia me ensinado tudo o que pôde em um tempo curto... Decidi não me aprofundar em questionamentos acerca disto, tenho certeza que no momento certo tudo daria certo. Recuei e fiquei ao lado do Led. Curioso, ela conhecia o meu mestre? Pelo que me lembro, ele havia participado da última Guerra Santa como o Cavaleiro de Unicórnio anterior. Infelizmente, ele deve ter sido considerado morto em batalha e nunca mais retornou ao santuário. Curiosamente, ele fundou um templo e passou a treinar pessoas com a filosofia do Kung-Fu e o cosmos, protegendo a Armadura de Unicórnio, que agora me pertence. 

   Led parecia desconfiado, e inquerindo de forma coesa aquela mulher. Qual seria o envolvimento dela nisso tudo? Aparentemente ela havia visto o culpado pelo homicídio, tristemente o Grão Mestre já estava velho demais para ser um adversário grandioso para um veneno. O que me faz desconfiar ainda mais, um traidor dentro do santuário, um dos dourados podem estar envolvidos, sequer consegui trajar a minha veste sagrada, que chances eu teria contra um Cavaleiro de Ouro? E para completar, uma quase múmia em uma cadeira de rodas sabe de tudo e eu ainda sequer sei dirigir um automóvel. Uma feição de fracasso caricata repousava em meu rosto, meus olhos pareciam lacrimejar. Seria cômico se não fosse trágico. 

    Pouco tempo depois, a tal mulher afirmava que iríamos ao encontro do tal culpado. Ela estava maluca? Se bem que vim até aqui para isso. Mesmo incerto e sem experiência, eu deveria estar preparado, afinal, aceitei esta tarefa e devo honrá-la. Quando isso tudo acabar, retornarei ao Reino Unido e tentarei conquistar o título de Cavaleiro no meio da nobreza, tenho certeza que já sou mais glorioso que qualquer nobre Cavaleiro inglês... Pois bem. 

    Para a minha máxima surpresa, um brilho cósmico começou a ser emanado no recinto, senti uma forte energia queimar e se expandir. Como se não fosse o suficiente, aquela mulher em sua cadeira de rodas se levantou. Meus olhos arregalados não escondiam a minha surpresa, com certeza muitas coisas incríveis aconteceriam nos próximos anos... aquela mulher estava de pé, enxergando e com uma armadura cintilante. Meu Deus... quero dizer, não sei mais sobre essas divindades. A questão é que... nossa. Apesar da enorme surpresa, isso explicava muita coisa, ouvi uma história semelhante do meu mestre. Era bem provável que esta mulher fosse daquela época, uma guerreira incrível. 

    Por um instante olhei para o Led, esperando alguma expressão de surpresa dele também. Minhas bochechas ficaram um pouco rosadas ao encarar aquela moça, de nome Mayumi, cujos olhos eram incrivelmente belos (curiosamente parecidos com os meus). Santa Atena, que mulher linda. O que poucos duzentos anos não fazem, hein? Depois de alguns segundos percebi que estava sorrindo de forma estranha e me recompus.  Morrer não está nos meus planos, rumo à floresta iremos. Cantarolando e assobiando no caminho uma canção infantil, era sobre uma garota que caminhava pelo bosque indo levar doces para a sua avó.



 


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Mensagem por The Saint em Qui Out 05, 2017 7:51 pm
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