[FP] Lucibel

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Mensagem por Lucibel em Sab Abr 25, 2015 5:37 pm




Lucibel


Nome: Lucibel
Idade: 19 anos
Sexo: Feminino.
Signo: Escorpião
Veste: Armadura de Ouro de Escorpião.

Psicológico:Lucibel tem uma personalidade misteriosa, poucos são aqueles que realmente conhecem os sentimentos e pensamentos da garota. Luci sofreu grandes traumas quando ainda criança tendo seu peito queimado pelas pessoas da cidade onde morava, passou fome, frio e viveu nas ruas sendo tratada como escória da sociedade. De certa forma seu passado influenciou na formação de seu caráter, Lucibel guarda grande rancor das pessoas que lhe castigaram de forma injusta. Sendo assim a jovem passou a julgar a conduta e os atos das pessoas e aquelas que ela acredita serem puras e inocentes sempre terão sua proteção. Na maior parte do tempo fica calada e quieta, apenas observa as pessoas ao seu redor, tem o hábito de responder as pessoas de maneira educada e polida se julgar que as mesmas merecem tal atenção, do contrário não escutaram nada mais do que uma simples saudação de forma seca. Quem encontra a jovem acredita que ela é uma mulher bondosa e inocente, que sempre ajuda aqueles que precisam, mas por trás de toda essa bondade Lucibel é uma mulher que gosta de manipular as situações, além de tentar as pessoas de todas as formas possíveis.  Lucibel é a bondade e a maldade em uma mesma pessoa, podendo assim mudar sua conduta repentinamente de acordo com a sua necessidade.  É uma guerreira honrada e justa com aqueles que merecem seu respeito, mas pode ser uma guerreira extremamente sádica quando julga que seu inimigo merece ser punido. A jovem é muito orgulhosa e gosta de ser o centro das atenções em algumas ocasiões, gosta principalmente de provocar os homens com seu jeito e charme. Lucibel tem seus próprios princípios e noção de moral, não se atendo muito as regras, as segue para evitar problemas maiores para si. É dona de um jeito perturbador e misterioso, aqueles que se aproximam de Lucibel com certeza jamais a esqueceram, pois têm a sensação de estar diante de um anjo e de um demônio simultaneamente.  Tem grande fé em Atena e acredita em sua justiça, crê que a Deusa leva a justiça e esperança a aqueles que necessitam assim como aconteceu com ela em sua infância.

Aspectos Corporais:Lucibel tem aproximadamente 1,70m de altura, 56 Kg muito bem distribuídos em seu corpo. Possui um corpo escultural e muito bem definido graças aos árduos treinos físicos que teve desde criança. Suas curvas são sinuosas e provocativas, seus músculos bem torneados e delineados, chamando a atenção de qualquer um que a observe, mesmo trajando roupas simples. Seus olhos são negros como o ônix e transmitem um grande mistério, às vezes seu olhar é calmo e plácido como um lago em outros momentos é provocativo e insinuante. Sua pele é branca levemente corada pelo sol, sempre muito macia e perfumada, Lucibel é dona de uma grande vaidade e sempre tentar se manter bonita e atraente. Seus traços faciais são delicados e muito bonitos, sua boca é pequena e possuem lábios carnudos e rosados, suas bochechas são rosadas. As linhas de seu rosto parecem ter sido feitas a mão e sua expressão transmite uma profunda meiguice e inocência, porém ainda assim é possível notar em seu semblante certo mistério. A beleza de Lucibel é ímpar e incomum se assemelhando a um anjo, muitos dizem que por ser tão bela existe algo de profano nela.  Suas finas sobrancelhas negras emolduram seu rosto com perfeição. Seus cabelos são negros e muito lisos, alcançando aproximadamente a cintura da escorpiana.  Lucibel carrega em seu colo uma grande cicatriz em forma xis, é proveniente de uma queimadura que foi feita nela quando ainda era criança. Sempre traja calças bem justas ao corpo e um collant preto, em sua cintura sempre há um lenço branco amarrado e usa suas sapatilhas que possuem correias que ela trança na panturrilha.  



História:

Orgulho e Fé

Houve então uma guerra nos céus. Miguel e seus anjos lutaram contra o dragão, e o dragão e os seus anjos revidaram.Mas estes não foram suficientemente fortes, e assim perderam o seu lugar nos céus.
O grande dragão foi lançado fora. Ele é a antiga serpente chamada Diabo ou Satanás, que engana o mundo todo. Ele e os seus anjos foram lançados a terra.
Apocalipse 12:7-9


As vozes que ecoavam da capela tinham um tom celestial, como se anjos tivessem descido dos céus e cantassem louvores a Deus. A iluminação provinha das velas que estavam acesas nos candelabros, algumas poucas pessoas estavam de joelhos rezando e pedindo a Deus por suas almas, ou simplesmente exaltando ao senhor. Mesmo a escuridão estando presente naquele lugar podia-se sentir o toque celestial que havia no templo, passos firmes e calmos ecoaram por toda a capela, pareciam mais altos que as vozes entoadas na capela. Era como se aquela presença maculasse a morada sagrada e cobrisse de escuridão todo o lugar.

Era um homem alto, estava coberto por um manto negro e um capuz escondia sua face, o mesmo sentou-se em um banco próximo ao coro, seus dedos longos e finos tocaram o capuz e aos poucos a face daquele homem se revelava, era de uma beleza provinda dos anjos e profana ao mesmo tempo, algo tocado por deus, mas ao mesmo tempo maculado. Seus olhos negros se firmaram no coro e lembranças de um passado distante tomou conta de sua mente, algo que atingiu profundamente seu ser sendo capaz de fazer uma lágrima solitária surgir daqueles olhos negros como a noite. Sem perceber o homem cerrou os punhos enquanto se questionava o que havia feito de tão grave para não ser digno de perdão.

Foi então que o mesmo sentiu uma mão quente repousar em seu ombro, assustou-se uma vez que seria impossível alguém se aproximar daquela forma sem ser percebido, mas o calor daquela mão era inesquecível, sentiu seu corpo estremecer apenas com a presença que estava ao seu lado. Uma voz serena se fez ouvir:

─ Posso sentar ao seu lado irmão? ─ perguntou de forma direta.

O homem de manto negro então virou seu rosto na direção da voz, sua expressão continuava indiferente, mas podia sentir seu interior estremecer. Seus olhos fitavam a figura de cabelos castanhos e curtos, a barba estava por fazer, um belo manto branco cobria o corpo do homem que aos poucos se sentava ao seu lado. Os dois se olharam por um instante e foi como se todo o recinto houvesse ficado em silêncio, seus olhares pareciam dizer coisas que somente eles seriam capazes de entender. O homem de manto negro então quebrou o silêncio:

─ O que fazes aqui Miguel? ─ perguntou de forma seca e direta.

Miguel por sua vez sorriu de forma simpática e seu olhar foi em direção ao coro que cantava de forma celestial.  Seus olhos reluziram ao contemplar tamanha beleza das vozes que ali se faziam escutar, o homem colocou as duas mãos sobre os joelhos e com o mesmo tom sereno de antes respondeu.

─ Ora Lucibel... Vim ver como você está. Ver como o meu irmão que a muito nos deixou está.

Os olhos de Lucibel brilharam intensamente, mas não era alegria que se podia ver refletida naqueles olhos e sim uma ira descomunal, até mesmo o mais valente dos homens correria de pavor ao fintar aqueles olhos. Seus punhos cerraram uma vez mais enquanto se levantava e olhava Miguel diretamente em seus olhos:

─ Eu os deixei? Como assim eu os deixei? ─ Sua voz agora estava alterada a ponto de fazer o coro se calar ─ VOCÊS me expulsaram do meu lar! VOCÊS me condenaram e me culparam por crimes que eu não cometi! Como você ousa falar que eu os deixei?

Miguel então fintou os rostos assustados das crianças do coro, de imediato o mesmo se levantou e aos poucos as pessoas deixavam o lugar assustadas. O semblante sereno de Miguel então já não era mais visto, seu sorriso havia se desfeito, seu olhar era de pura reprovação diante da atitude de seu irmão que estava visivelmente alterado:

─ CHEGA LUCIBEL! ─ disse Miguel incisivo. ─ Eu não quero brigar com você, tão pouco afronta-lo. Apenas quero saber como você está.

─ Estou bem! Estou muito bem sem vocês! ─ as palavras eram ríspidas e secas enquanto Lucibel dava as costas para Miguel e começava a caminhar.

─ Por que você sempre se vai? Por que foges das minhas palavras? ─ a voz de Miguel voltava ao tom sereno de antes.

Lucibel então parou e permaneceu de costas para seu irmão, a cada segundo que permanecia na presença daquele ser sua angústia se tornava ainda maior, sua mente era invadida por lembranças que a todo custo desejava esquecer. Era inevitável, sua lembranças o abalavam de uma forma que nem ele mesmo poderia imaginar, a postura firme e esguia de outrora era deixada de lado e apenas aquela figura frágil e hesitante ficava no lugar. Um silêncio sepulcral tomava conta da capela às chamas das velas tremulavam com o vento gélido que entrava pelas portas ainda abertas.

─ Vocês se dizem tão puros e benevolentes, mas são incapazes de ver o que fizeram comigo... Jamais foram capazes de entender a minha dor... Não há nada para conversarmos Miguel. ─ a voz de Lucibel era hesitante e trêmula.

─ Nós fizemos a você Lucibel? Olhe para trás e veja seus atos, suas atitudes! Não podíamos deixar a sua loucura prosseguir! ─ Miguel o olhava com ternura.

─ Minha loucura? ─ respondeu Lucibel ofendido e indignado pelas palavras de Miguel.

─ Sim meu irmão! Lembre-se de tudo que você fez... As suas atitudes!

Mesmo contra a sua vontade as lembranças de seu passado vieram a sua mente, a guerra travada entre os anjos e o sangue celestial derramado pelo Éden. Aos poucos suas mãos se abriam e Lucibel estava totalmente abalado, perdido em lembranças que ainda o feriam profundamente. Então se lembrou das vozes acusadoras de seus irmãos, cada palavra proferida pelo conselho, cada acusação, lembrou-se da voz de Gabriel proferindo aquela maldita sentença. Seus olhar antes hesitante agora transpareciam apenas a ira e revolta, ergueu sua cabeça e se virou para seu irmão:

─ Eu me lembro de cada palavra dita por vocês, cada acusação, cada sentença... Mas sabe do que mais eu me lembro Miguel? Da DOR que eu senti ao ter elas arrancadas de mim! ─ Lucibel leva uma de suas mãos às costas ─ As asas que meu PAI celestial havia me dado! Eu me lembro de vocês me expulsando e me jogando na terra para que eu vivesse entre os homens! É disso que eu me lembro Miguel!

Miguel olhava Lucibel consternado, as palavras de Lucibel eram carregadas de ódio, o orgulho o cegava completamente. Por um instante sentiu que suas palavras seriam inúteis e que Lucibel jamais admitiria seus crimes e blasfêmias. Porém precisava tentar quem sabe não conseguiria fazer com que seu irmão desse o primeiro passo para a libertação de seus crimes.

─ Meu irmão não se cegue pelo seu orgulho! Tente enxergar seus atos, você se cegou pelo poder. Você atacou aquilo que devia proteger, tentou dominar os homens e os obrigou a nos seguir. Eles passaram a nos temer...

Antes que Miguel terminasse Lucibel o interrompeu com um tom alto para que ecoasse por toda a capela:

─ Os homens precisam ser ensinados. Eles até hoje são incapazes de conduzir suas vidas. Olhe para fora Miguel! Eles se matam! Eles desprezam tudo aquilo de bom que o Pai deu a eles. Se eu tivesse tido mais tempo... Mas vocês estragaram tudo!

─ Tempo para que Lucibel? ─ indagou perplexo Miguel ─ Tempo para que todos aqueles humanos morressem e se juntassem as trevas? Graças a você eles passaram a nos temer, nos julgaram tiranos! A única forma foi nos unir para lhe deter e sangue sagrado foi derramado no Éden! Irmão contra irmão, você obrigou todo seu clero a lhe seguir e todos caíram em desgraça junto com você. ─ voz era tão forte que os vitrais da capela estremeceram.

As palavras de Miguel atordoaram Lucibel por um momento, suas mãos tremiam e sentia tonto com tudo aquilo que ouvia, não sabia o que responder diante dos fatos expostos por Miguel, sua cabeça estava baixa e seu olhar se dirigia ao chão de mármore branco do lugar, sentia algo sufocar seu peito, queria sair dali e não mais fintar Miguel. Foi então que se deu conta que pensar daquela forma estaria admitindo que estava errado durante todos esses séculos, as mãos se fecharam novamente e seu olhar desafiou Miguel mais uma vez:

─ Então para caírem nas graças dos homens novamente vocês me tornaram um demônio? É isso Miguel? Vocês me tornaram aquilo que eu mais odeio e que eu mais combati até mesmo mais do que o próprio Gabriel e seu clero de falsos guerreiros? ─ Lucibel tinha fúria novamente em suas palavras.

Miguel se viu surpreso com a indagação de seu irmão, jamais havia parado para pensar sobre isso, Lucibel havia se tornado para toda humanidade o pior dos demônios, aquele que havia traído o criador, logo ele que combateu as forças do inferno com afinco:

─ Não! Os humanos passaram a vê-lo assim pelos seus atos ─ sua voz parecia hesitante.

─ Esses macacos nem sabem a diferença de um demônio para um anjo caído! E vocês ainda assim os perdoa o tempo todo! Vocês se matam para protegê-los enquanto eles mesmos se matam.  E eu não fui digno de receber o perdão quando pedi clemência em meu julgamento!

A cada palavra dita pelo primeiro caído Miguel sentia como se o chão fosse se abrir sob seus pés, olhava espantado o semblante de ódio e revolta de Lucibel, não sabia o que responder diante das indagações feitas pelo irmão. Suas mãos ficaram tremulas e o mesmo as fechava tentando esconder. Mas já era muito tarde e Lucibel já podia ler em sua face, a hesitação que sentia, o homem de olhos e cabelos negros como a noite caminhou lentamente até se aproximar de Miguel:

─ Mas eu não quero o perdão de vocês... Não mais. Vou apenas assistir a derrocada das forças do Éden e do Inferno. Vou ver vocês caírem no esquecimento da humanidade. ─ um sorriso cínico surgiu na face de Lucibel que agora se sentia triunfante ─ Eu me lembro Miguel, de uma profecia que existia entre nós Primus, de uma criança que nasceria da junção das trevas e da luz e que essa criança teria força para subjugar o Éden e o Inferno .  Eu pensava que seria um Nephalin entre um celestial e um demônio, mas eu descobri que é uma criança humana...

Os olhos de Miguel se arregalavam com as palavras de Lucibel, sabia muito bem do que ele falava, era uma antiga profecia que ninguém mais dava ouvidos como tantas outras. Estava curioso, por que seu irmão se lembraria dessas palavras agora?

─ Não diga bobagem Lucibel! Isso são apenas histórias tão antigas quanto nós. ─ disse tentando mante a calma.

─ Ai que você se engana meu caro irmão. Essa criança nasceu...  Há pouco tempo aqui na Itália, uma linda menina de olhos negros. Filha de dois guerreiros que lutam em lados opostos de uma guerra entre deuses desconhecidos para nós.   A mãe uma guerreira da Deusa Atena e o pai um guerreiro das fileiras do Deus Grego do Submundo Hades. Engraçado não meu irmão? Luz e trevas gerando uma criança.

Lucibel apenas virou as costas, não parou para contemplar o semblante de espanto de seu irmão celestial, calmante caminhava em direção à porta adentrando ainda mais a escuridão. Sentia-se mais calmo e poder ver o desespero nos olhos do celestial daquela forma o fez sentir ainda mais triunfante, antes de deixar o templo parou a porta e olhou Miguel por cima do ombro:

─ Sabe o que é mais engraçado? Ela recebeu meu nome... Lucibel. ─ disse de forma irônica. ─ Até qualquer dia... Arcanjo Miguel.

Lucibel então sumiu nas trevas deixando o arcanjo sem reação alguma dentro da capela. Miguel jamais poderia imaginar que algo assim poderia acontecer e pela primeira vez o poderoso arcanjo sentiu medo pelo que poderia acontecer.  E o pior é que ele e nem seus irmãos poderiam fazer algo, restava apenas esperar.

Roma – Cinco anos Depois.

Era mais uma noite fria de Roma, a pequena Lucibel estava em um beco imundo e escuro, procurava um lugar para se aquecer e passar a noite. Seus pés descalços tocavam o chão frio, olhou algumas vezes procurando algum perigo e nada vendo adentrou na escuridão do lugar. Sentou-se no chão, abraçou os próprios joelhos e parcialmente escondeu seu rosto deixando apenas os olhos negros à mostra, precisava ficar atenta, pois na rua tudo era muito perigoso, ainda mais para uma criança.  A pequenina se encolhia toda na esperança de amenizar o frio que sentia, mas com o simples vestido que usava seria quase impossível.

Lucibel não se lembrava desde quando estava nas ruas, apenas estava aprendendo a viver nelas. Tinha vagas lembranças de uma mulher que cuidava dela quando pequena, era branca de cabelos encaracolados e castanhos, não era uma boa mulher, todas as noites batia nela e dizia coisas horríveis para a pequena menina que passava as noites a chorar. Certa noite então depois de muito apanhar a pequena Luci fugiu e passou a viver nas ruas, comia quando alguma alma caridosa lhe dava um prato de comida ou um pedaço de pão.

Mas mesmo assim a pequena não encontrou paz, muito pelo contrário, as coisas pareciam piorar a cada dia que se passava. Mesmo toda esfarrapada Luci tinha belos olhos negros e um rosto angelical, sua pele era branca como a neve e os traços de seu rosto delicados como se tivessem sido feitos a mão. Por ter uma beleza tão peculiar as pessoas acabavam por se compadecer da pobre menina e sempre lhe davam um prato de comida ou uma coberta velha para que pudesse passar a noite e assim a menina ia vivendo seus dias.

Nos últimos tempos nem mesmo isso estava ajudando a pobre menina, à medida que crescia as pessoas pareciam ter medo da pequena Luci e ficava cada dia mais difícil achar o que comer. Precisava procurar no resto das outras pessoas, às vezes ficava dois ou três dias sem comer, chegando a desmaiar de fome. Tudo isso entristecia cada dia mais o pequeno coração de Luci e fazia a menina passar as noites a chorar. Não entendia o porquê de estar na rua sozinha daquela forma, sem ninguém que pudesse cuidar dela.

À medida que ia crescendo essa tristeza em sem coração aumentava e se questionava cada vez mais sobre as pessoas.  Podia sentir algo negro tomar conta de sua alma e sem perceber começava a desejar que as pessoas que lhe negavam ajuda sofressem tanto quanto ela. Esse desejo se tornava mais forte a cada dia e Luci se tornava a cada dia mais ressentida com as pessoas ao seu redor. Sua tristeza a cegava, sentimentos até então desconhecidos surgiam em sua mente e alma, perguntava-se onde estaria aquele Deus bondoso que ouviu falar.

Enquanto Luci crescia duas sombras a observavam, sempre à distância, acompanhavam cada passo da pequena menina. Lúcifer apenas via o coração da pequena se encher de trevas e angústia, questionar a cada dia a humanidade. Miguel por fim queria correr até ela e estender-lhe a mão, mostrar que mesmo com tanta dor ainda havia esperança no mundo e nas pessoas. Era angustiante para o arcanjo ver uma criança como ela sofrer daquela forma, mas sabia que não podia fazer nada.

Várias foram as vezes que Miguel e Lúcifer discutiram sobre o futuro da garota, mas o caído sempre ressaltava que jamais poderiam se aproximar dela, primeiro pela lei dos celestiais e segundo pela própria profecia que precisava se cumprir. Ela era senhora do próprio destino e nada e nem ninguém poderiam mudar isso, restava aos dois apenas assistir que rumo à vida da pobre menina iria tomar. Miguel apenas desejava que ela tivesse sua alma salva, pois sabia que naquele coração amargurado havia bondade.

Com o passar do tempo à vida de Luci ficava cada vez mais complicada, era uma menina de rua e não tinha ninguém que pudesse defendê-la e para piorar ainda mais a situação boatos sobre ela começavam a surgir no bairro que a menina habitava. Conversas de que ela seria uma bruxa ou filha de satanás começava a se espalhar pelo lugar, uma fofoca que rapidamente se alastrou, fazendo com que as pessoas a evitassem totalmente. Constantemente Luci passou a ser humilhada em praça pública, algumas pessoas chegaram ao ponto de apedreja-la, a pequena apenas podia correr para se defender. Corria o quanto podia e se escondia em algum beco escuro da região, onde as lágrimas caíam de seus olhos sem parar, pedindo clemência a deus.

A tristeza e a dor faziam parte de sua vida, a cada dia que se passava sentia-se mais abandonada, mesmo sendo uma menina pequena se questionava onde estava seus pais e por que eles a deixaram na rua daquela forma. Aos poucos Luci perdia seu ar angelical e se tornava uma pessoa amargurada e descrente, suas esperanças se perdiam no tempo e desistia de acreditar que um dia teria uma vida melhor. Via as pessoas como cruéis e insensíveis a dor do próximo, alguns tinham tanto e eram incapazes de estender a mão para ajudar quem realmente precisava, não entendia como a vida podia ser tão injusta.

Lucibel já estava com mais ou menos sete anos e foi quando sua vida de fato começou a mudar, as cartas do destino estavam sendo colocadas na mesa, sem saber a pequena teria que escolher entre as trevas e a luz. Para uma menina de rua que andava sempre suja e esfarrapada ela tinha uma beleza sem igual, seus olhos negros eram capazes de prender qualquer um que os fintasse, seu cabelo muito liso caía pelos ombros como um manto e eram de um negro tão profundo quanto seus olhos. Sua pele era branca como o algodão, sua voz possuía uma doçura ímpar mesmo sendo carregada de tristeza e solidão.  Todos que cruzavam seu caminho ficavam impressionados, porém todos na região diziam que tamanha beleza era vinda do inferno e que quem se aproximasse dela estaria condenado à morte.

Logo por toda aquela região da cidade se espalhou o boato que aqueles que ajudavam à pequena Lucibel morriam ou estavam condenados à desgraça eterna. Ninguém mais ousava dar um prato de comida para a menina que para sobreviver revirava o lixo das pessoas na esperança de encontrar algo para comer, nem sempre tinha sorte nessas caçadas o que fazia com que a menina passasse dias sem comer. Estava ficando cada vez mais magra e fraca, andar já era difícil, não tinha forças muitas vezes para andar o quanto precisava e acaba por comer a primeira coisa que encontrasse.

Acostumou-se então a ser maltratada de desprezada por todos, passou a acreditar que o que as pessoas falavam dela era a verdade, não havia outra justificativa para tamanho sofrimento em sua vida. Desistiu de pedir ajuda e se entregou a própria sorte, tinha medo de se aproximar das pessoas e coisas ruins acontecerem, de que as pessoas ao seu redor morressem. Não suportaria mais esse peso em suas costas tão pequenas, sentia como se já carregasse o peso do mundo todo.

De longe Miguel apenas observava Lucibel desistir da própria vida e se entregar cada vez mais a escuridão. Sentia uma angústia sem igual por presenciar tamanho sofrimento, ele apenas pedia ao criador que cuidasse da alma da menina, pois sabia que no fundo seu coração era bondoso e quando chegasse o momento certo ela caminharia até a luz. Lúcifer também acompanhava a agonizante vida da menina de perto, vendo cada dia mais a revoltada dela para com a humanidade. Certo dia o primeiro caído indagou o irmão:

─ É essa humanidade que vocês protegem? Um povo que maltrata o semelhante dessa forma Miguel? ─ dizia com a voz serena Lúcifer.

─ Eles não são perfeitos Lucibel, mas eles têm a capacidade de evoluir e se tornarem melhores. É nisso que acreditamos e é por isso que lutamos. ─ disse com a voz serena.

Nenhuma palavra mais foi dita pelos dois homens que continuavam a observar o destino que se desenrolava diante de seus olhos. Miguel carregava a esperança que a menina encontraria a salvação de sua alma e lutaria contra as trevas. Lúcifer acreditava que a cada dia a amargura corromperia seu coração inocente, a pequena Luci perceberia que somente ela poderia mudar as coisas e que todos aqueles que a fizeram sofrer seriam punidos e quando esse dia chegasse ele estaria lá para ver a profecia se cumprir.

O destino da menina continuava a se seguir de uma forma inesperada, quando pensou que todos haviam virado as costas para ela um viajante vendo a penúria da menina deu-lhe um pedaço de pão para comer. Como tinha medo das pessoas pegou o pedaço de comida e agradeceu, o viajante ao ouvir a voz da menina a olhou de forma curiosa não deixando de notar sua beleza. Luci também observou o homem de cabelos negros meio azulado e olhos azuis, notava que ele carregava algo em suas costas, estava bem vestido e Luci logo deduziu que deveria ser algum homem rico.

Luci sentiu em seu coração que precisava agradecer por aquele ato de bondade, seus olhos ficaram marejados de lágrimas enquanto o homem se distanciava. Por um breve instante seu coração sentiu-se acalentado e tranquilo, desejava que todas as pessoas fossem como aquele bondoso homem que lhe estendeu a mão sem que ela mesma pedisse algo. Seus olhos se depararam com a antiga igreja do bairro, um dos poucos lugares que ainda conseguia um prato de comida e onde não era humilhada pelas pessoas. Luci não tinha uma fé em deus como aquelas pessoas, mas era o único lugar que conseguiu pensar. Depois de ter comido seu pedaço de pão se dirigiu ao templo.

Mesmo durante o dia a iluminação natural do lugar era pouca, os grandes vitrais permitiam que apenas uma parte da luz do sol penetrasse ao recinto. Havia vários bancos de madeira enfileirados simetricamente, as paredes eram de pedra de cor cinza e no fundo havia o grande altar. Luci sentou no ultimo banco para não chamar a atenção e ficou olhando o templo por um instante sem saber o que fazer, não aprendeu a rezar e tão pouco agradecer a Deus, continuava ali parada observando as pessoas rezarem e fazer suas preces. Foi então que a jovem pensou que se pedisse a deus uma família quem sabe ele não atenderia? Ajoelhou-se e começou a falar com deus a sua forma pedindo uma família.

Enquanto fazia suas orações ou pelo menos o que ela achava que era, sentiu um forte mal estar e logo suas vistas escureceram. Como estava em um banco no fundo da capela ninguém foi capaz de notar a menina desmaiada no lugar e também por que era muito pequena para sua idade. Luci desacordada não pôde perceber quando uma das velas que estavam sobre o altar caiu e começou um incêndio que aos poucos consumia toda a igreja. Os tecidos pegaram fogo rapidamente e logo as estruturas de madeira também começaram a queimar, o fogo se alastrou por toda a igreja.

Quando a pequena acordou a igreja estava coberta pelas chamas, sentiu um desespero enorme, para todas as direções que olhava conseguia apenas ver as chamas.  Começou a chorar e gritar por socorro, mas parecia que ninguém viria ajuda-la, antes que o fogo chegasse onde estava Luci saiu dos bancos e tentou chegar mais próximo da porta, porém parecia impossível.  Luci então tentou se acalmar, pois precisava achar uma forma de sair dali ou logo estaria morta, seus pequenos e treinados olhos começaram a procurar uma forma de sair e depois de algum tempo acabou por encontrar uma pequena passagem pela saída lateral do lugar.

A menina se esgueirou e com dificuldade conseguiu sair do lugar em chamas, mas ainda assim seu braço se queimou um pouco, mas não parecia nada muito grave. Mesmo assim Luci chorava, estava com medo, assustada, sentia uma grande dor em seu braço machucado e não sabia para onde ir. Perambulou pelas ruas do lugar tentando encontrar um lugar onde pudesse ficar e descansar, ainda sentia-se fraca e a dor em seu braço não passava. Depois de algumas horas conseguiu achar um beco para ficar, mas a jovem Luci nem imaginava o que o destino guardava para ela.

Passou o dia naquele beco sujo, não tinha vontade de fazer nada, apenas ficar ali e tentar esquecer o que houve na igreja. A noite aos poucos ia se aproximando quando Luci pode ouvir uma gritaria na rua, permaneceu encolhida em seu lugar e duas figuras masculinas surgiram em sua frente, ambos olhando fixamente para ela. Pareciam homens normais exceto pelo ódio que carregavam em seus olhares direcionados para a menina, um deles então gritou:

─ ACHAMOS! Achamos a bruxa! ─ a voz do homem era grave mais ainda assim bem alta.

Luci então sentiu um pavor enorme em sua alma, o medo percorreu todo seu corpo e seus olhos negros se arregalaram. Os dois homens foram na direção da menina que ainda tentou correr, mas não adiantou, os dois não tiveram problema algum para segura-la. Luci gritava, pedia para que a soltasse então o mais velho dos dois homens a olhou e falou com um tom decido em sua voz:

─ Você vai pagar por toda desgraça que fez nessa cidade seu demônio!

─ Eu... Eu não fiz nada moço! Por favor, me solte! ─ dizia a menina desesperada.

─ As pessoas que você matou! O incêndio da igreja. Você vai receber o que merece, vamos queima-la como fez com o padre.

─ Eu não fiz nada... Eu... Eu nunca desejei mal a ninguém. ─ dizia aos prantos.

Tudo que a menina dizia era em vão, era arrastada pelo bairro como uma criminosa e todos a olhavam com nojo e reprovação. Chegarão a uma pequena praça, umas vinte pessoas estavam ali esperando pela chegada daquela que muitos acreditavam ser um demônio. Luci estava com medo, apavorada, era só uma criança e podia ouvir as pessoas gritando para que a matassem. Os homens que a traziam a jogaram no chão praticamente no meio de todas as pessoas o que deixou a menina ainda mais amedrontada, queria sair correndo, porém estava paralisada de medo e as palavras de ódio das pessoas apenas pioravam as coisas, todos pediam pela morte da menina, que a queimasse nos restos da igreja. Uma voz então no meio da multidão fez com que todos se calassem:

─ Querendo ou não ela é uma criança. Se a matarmos vamos sujar nossas mãos com o sangue dela. Vamos joga-la para fora da cidade, mas antes vamos marca-la para que todos saibam o demônio que ela é. Assim nunca mais ela poderá voltar. ─ a voz era de um homem já de idade.

─ Mas como vamos marca-la? – Indagou uma mulher.

─ Eu sei como! Segurem-na ─ disse um homem de forma decidida.

Os olhos da garota olhavam tudo aquilo com medo, como aquelas pessoas podiam culpa-la por aquelas coisas, nunca havia feito mal a ninguém. Sua respiração era ofegante, chorava o tempo todo, quando os homens a seguraram novamente se debateu enquanto pôde, gritava por socorro, mas ninguém se importava com ela ali. O mesmo homem que pediu para segura-la surgiu trazendo um pedaço de ferro nas mãos, parecia um instrumento de marcar gado ou algo do tipo, na ponta ele fazia um grande xis e estava incandescente, as pessoas até se afastavam de perto dele.

Luci pediu clemência e piedade, gritou que não havia feito nada, não sabia o que tinha ocorrido, mas ninguém quis ouvir suas suplicas. O homem que tinha o ferro na mão parou diante dela e rasgou a blusa que a menina vestia, não teve piedade da pobre e antes mesmo que ela pedisse para que ele não fizesse aquilo o metal quente tocou a pele de Luci que deu um grito de dor descomunal. As pessoas assistiam aquilo sem nada fazer e apoiavam, alguns aplaudiam e diziam que era pouco.

Era uma dor intensa que fez o corpo da menina desfalecer, não caiu no chão por que estava sendo segurada. Pela primeira vez Luci sentiu raiva de seu destino e de todas aquelas pessoas ali. Sentia o metal ferir profundamente sua pele e a dor era enorme, Luci fechou suas pequenas mãos tentando não desmaiar e foi ai que sentiu algo diferente dentro de si, algo que parecia aumentar quanto mais ela sentia raiva. Lembrou-se de todas as vezes que foi apedrejada ou humilhada, abriu os olhos um pouco e pode ver os sorrisos na face de alguns. Era como se aquele sentimento a ajudasse a suportar a dor que sentia naquele momento, uma aura dourada surgiu ao redor da menina e como se uma explosão acontecesse ali, os homens que a seguravam foram arremessados longe.

As pessoas olharam surpresas para a menina caída ao chão, muitas pessoas se afastaram de medo, a chamavam de bruxa, mas ninguém tinha coragem de se aproximar novamente. Os olhos de Luci se dirigiram a multidão que a olhava impressionada, a menina então se esforçava para tentar ficar de pé, queria sair dali, podia sentir aquela enorme dor em seu peito exposto ainda. Algumas pessoas então começaram a gritar que ela era uma bruxa e que devia ser morta. O grande grupo de pessoas então começou a ir à direção da menina que mais uma vez era tomada pelo medo. Por instinto se abaixou e tentou proteger a cabeça com seus pequenos e finos braços, sentia que aquele com certeza era seu fim.

Quando pensou que tudo estava perdido ouviu uma voz ecoar por todo o lugar, aos poucos Luci levantou seu olhar e pode ver alguém parado na sua frente trajando uma veste dourada como o sol. Os olhos da menina brilharam, mas não pode ver seu rosto, pois estava de costas, sua voz forte e vibrante ecoou mais uma vez:

─ Vocês não se envergonham pelo que estão fazendo? Ela é uma criança! Uma criança incapaz de se defender de um bando como vocês! ─ disse de forma ríspida.

─ Ela é um demônio! ─ Alguém tentou justificar.

─ Demônio são vocês que estão tentando matar essa criança. Ela é só uma garotinha! Que provas vocês tem que ela é um demônio?

─ Ela colocou fogo na igreja! ─ gritou alguém ao fundo.

─ E alguém tem provas que foi ela? O que aconteceu lá foi acidente e por milagre ela sobreviveu. Ela é uma menina especial e vocês não sabem lidar com isso.

─ Quem é você para dizer isso com tanta certeza? ─ indagou outra pessoa.

─ Eu sou Miro de Escorpião, cavaleiro de ouro enviado pelo santuário para combater os espectros ─ ele olhou a menina e depois virou para multidão. ─ E ela é minha responsabilidade, eu vou leva-la comigo.

Ao ouvir as palavras do homem os olhos de Luci se arregalaram, ele estava a defendendo de todos e sem medo do que lhe pudesse acontecer, as lágrimas continuavam a banhar seu rosto. Era a primeira vez que alguém a defendia daquela forma, na verdade era a primeira vez que alguém se importava com ela. Assim que a multidão se afastou o homem então se abaixou e estendeu a mão para ela. Logo Luci reconheceu que era o homem que havia lhe dado o pedaço de pão mais cedo, ele a olhou e pôde perceber o grande machucado em seu peito.

─ Venha... Eu vou cuidar dos seus ferimentos. Não vou deixar mais ninguém te machucar. ─ ele passou uma das mãos pelo rosto da menina e continuou─ Isso deve estar doendo muito para uma garotinha do seu tamanho. Eu me chamo Miro, como você se chama?

Estava um pouco relutante, porém ele parecia realmente se importar e a jovem acabou por segurar a mão que ele lhe estendia. Ainda entre os soluços do choro respondeu:

─ Eu... Eu me chamo Luci... Lucibel...

─ É um nome diferente e bonito. ─ ele fez uma pausa ─ Bom... Agora é você quem deve escolher, se quiser me acompanhar vou te levar para um lugar onde não vai precisar mais passar por isso e com certeza você vai poder ajudar as pessoas assim como eu fiz com você. O que me diz?

Luci nunca tinha tido nada em sua pequena vida e a proposta de Miro parecia dar nova esperança a pequenina. Seus olhos negros então fintaram os azuis do cavaleiro, sentiu confiança no que o mesmo dizia e quem sabe aquela não era a chance de poder mudar a sua vida que tanto esperou.  Aos poucos a menina se levantou e ficou de frente para o jovem cavaleiro:

─ Se for para as pessoas não sofrerem como eu... Eu vou com você... Miro.

O destino da jovem Luci mudava mais uma vez e dessa vez não estava sozinha, havia encontrado alguém que poderia ajuda-la a caminhar e aos poucos curar as feridas de seu coração. Ao longe ainda havia duas sombras que acompanhavam as escolhas da menina, Luci não imaginava o quão importante era cada passo que dava em sua vida. Luci nem imaginava que dois seres tão poderosos nesse momento discutiam sobre seu destino, apenas sentia-se feliz por ter conseguido mudar seu destino. A jovem de maneira empolgada caminhava junto de Miro, rumo ao seu novo destino. Um ciclo se findava, porém outro se iniciava, era assim que a vida se seguia.  Tudo tem dois lados e Lucibel era a única capaz de unir esses lados.


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Mensagem por Câncer em Dom Abr 26, 2015 1:41 am
Avaliação
Ficha de Persoangem

Sem mais delongas ficha Aprovada.
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Mensagem por Câncer em Dom Abr 26, 2015 1:57 am


Pontos de Lucibel


Total de pontos acumulados:
HP/COSMO:00
Pontos a distribuir:
HP/COSMO:0
Pontos distribuídos:
HP: 0
Cosmo :00

A título de informação:
Estes são os pontos que você irá distribuir no seu personagem ao decorrer da sua evolução. Lembrando que você pode apenas distribuir os pontos uma vez, dividindo-os em HP, COSMO ou os dois ao mesmo tempo. Tenha sapiência!

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