[通電] - Energized (Treinamentos de Ikaros)

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Mensagem por Ikaros em Sab Abr 25, 2015 5:31 pm


Status: 120|120


Ainda era cedo quando Ikaros resolveu levantar-se de sua cama. Deixar aquele acolchoado quente foi difícil, mas um pouco de determinação forçou o aspirante a jogar as cobertas para o lado e trajar seu equipamento. Estes não eram nada tão realçados - uma simples couraça velha para proteger a parte superior do corpo e uma calça produzida com pelagem de ovelhas -. Ainda em seu quarto, o guerreiro tratou rapidamente seus cabelos castanhos e limpou o rosto com água. Aparou a barba com o menor tempo possível e saiu, batendo a portinhola que daria ao restante do Santuário da deusa justiceira.

Suspirou fundo, sentindo o vento entrar em suas narinas. Espreguiçou-se, impelindo os ossos a estalarem - um por um -. Ao seu lado estava uma grande estátua de Atena, conhecida como "Atena Partenos", segurando seu escudo Aegis na mão direita e a deusa da vitória - Nice - na mão esquerda. A beleza da escultura era impressionante, tanta que Ikaros poderia ficar o dia ali, observando-a, sem cessar. Entretanto, o tempo era curto, e ele não era imortal. Voltou a galgar pelo santuário, descendo a longa escadaria que daria ao restante vilarejo de Rodorio.

A vila fora construída ao redor do Santuário de Atena, e seus moradores normalmente são os famosos Cavaleiros de Prata e Bronze - servos da deusa da sabedoria -. As ruas da pequena cidade são estreitas devido ao grande número de casas construídas, e isto estima-se em um algarismo equivalente a cento e cinquenta residências. Ikaros teve dificuldade ao andar por estas avenidas, sempre tentando desviar de pessoas que vinham em sua direção. Algumas delas foram esbarradas, e ele penou-se a ouvir palavras de baixo calão.

Mas o que o aspirante estaria fazendo ali? Bom, até mesmo um guerreiro, às vezes, precisa de um pouco de diversão. Mesmo cedo, Ikaros dirigiu-se à primeira taberna que encontrou, virando numa esquina e empurrando a porta vai e bem, que daria em um grande salão. O homem sentou no primeiro banco, encostando suas mãos no balcão e tentando cochilar. — Deseja algo? - alguém retrucou. Tinha uma voz grossa e rouca e era ágil com as palavras. Ikaros abriu os olhos, vendo a pessoa em sua frente. O homem, grande e forte, usava um avental sujo, e isto tudo indicava que ele era o "barman". — Sim, claro, gostaria de uma cerveja, por favor. - pediu, e depois de um tempo foi feito, entregando ao aspirante um grande copo de cevada.

Enquanto bebia, Ikaros ouvia uma conversa. Em uma mesa atrás, dois indivíduos reclamavam. — Essa Atena! Quem acha que ela é ao mandar guerreiros para missões? Por que ela mesma não faz isso? - resmungava um. — Ela tem medo! Idiotas são aqueles que a obedecem! - o outro completou. Ikaros raivou-se. Deixou a cerveja de lado, levantou da mesa e foi à dos homens.

— Atena é aquela que mantém vocês aqui, no Santuário. Se não gostaram, saiam. - o aspirante mirava os olhos em ambos os homens, que se espantaram com a atitude. Estes pareciam ser apenas aspirantes - assim como Ikaros -. Um deles era magro e barbudo, com olhos grandes e negros. O outro era gordo e careca, sempre mostrando um semblante nervoso. O escalvado riu, gargalhou, e seu amigo fez o mesmo. — Quem você acha pra questionar Nico e Dédalos? - o magro falou, rindo. Ikaros bateu na mesa deles, piorando ainda mais a conversa. — Sou aquele que vai acabar com vossas vidas, senhores.

As risadas pararam, a taberna parou, e o tempo parou - metaforicamente -. Todos do recinto viraram-se para a discussão, que a cada palavra acirrava-se ainda mais. — Está bem. - disse o gordo. — Vamos resolver isto lá fora. Certo, Nico? - o outro balançou a cabeça, afirmando. Ikaros fez o mesmo, e os três dirigiram-se às ruas. A batalha não seria nada justa, dois contra um. Entretanto, Ikaros fora treinado por um Cavaleiro de Ouro, e isto lhe dava algumas vantagens.

Ninguém falou nada. A batalha só começou quando formou-se um círculo de pessoas em volta dos três, onde dezenas de telespectadores queriam assistir o embate entre aspirantes. Dédalos - o gordo e careca - começou. Obviamente, não era veloz, e por isso foi fácil prever seu ataque. Ele correu até Ikaros, fechou o punho e tentou murra-lo, jogando todo peso do seu corpo contra a face do guerreiro. Este por sua vez, desviou com facilidade, batendo a palma da mão na dobra do braço do oponente e o empurrando para trás, fazendo ele cair no chão. Nico arregalou os olhos, vendo a situação pacata de seu companheiro. Tentou uma voadora, mostrando ser bem ágil, porém, era fraco. Ikaros antecipou-se e segurou o pé do mesmo, e depois jogou-o pra cima, executando uma bela queda. — É só isso? - Ikaros perguntou, sorrindo. Certamente que não havia acabado, tanto que Nico teve força para golpeá-lo com uma rasteira, levando o guerreiro ao chão. — Agora você já era! - o magro disse, socando a face de Ikaros com destreza. Um, dois, três socos! E não era tudo, Dédalos ainda teve tempo para chutar-lhe as costelas, causando uma bela dor. Ikaros urrou. Segurou o pé do grandalhão - parando-o - e teve tempo de se levantar.

Mesmo com dor, o aspirante tinha determinação e coragem. Tudo que tinha que fazer agora era tentar finalizar aquela batalha antes que eles o finalizassem. Por sorte, já era um pupilo experiente, e tinha conhecimento sobre a energia universal, o cosmo. Em seus braços, formaram-se um tipo de aura verde-água, que começaram a se movimentar como chamas. O cosmo se expandiu, ficando ainda mais forte. Com isso, Ikaros partiu de punhos fechados, tentando socar Nico. Ele desviou do primeiro soco, por sorte, mas o segundo pegou-lhe a nuca, e desmaiou-o na hora. Dédalo irritou-se. Tirou da cintura um tipo de martelo, e mataria Ikaros com aquilo, porém, mesmo assim, ele era lento, e Ikaros acertou sua mandíbula com precisão, e certamente a deslocou. Estava acabado, finalmente.

Suado e cansado, o vencedor não queria voltar àquela taberna. Ainda tinha uma cerveja a terminar, mas isto era o de menos. Queria sair dali antes que os Cavaleiros de Atena descobrissem tal briga, e isto pioraria o andamento do aspirante à se tornar um cavaleiro. Deixou os corpos para trás, mesmo sabendo que ainda estavam vivos. — Da próxima vez que forem falar mal de Atena, vejam se eu não estou por perto. Ok? - exclamou, virando-se de costa e voltando ao seu quarto...


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Mensagem por Câncer em Dom Abr 26, 2015 4:36 pm
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Seu treino prendeu a minha leitura, me agradou muito a forma como escreve e o enredo que desenvolveu, uma situação diferente do que a tradicional arena. Está de parabéns e espero que continue assim.

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